sábado, 18 de julho de 2009

Evidências do aquecimento global

A principal evidência do aquecimento global vem das medidas de temperatura de estações meteorológicas em todo o globo desde 1860. Os dados com a correção dos efeitos de "ilhas urbanas" mostra que o aumento médio da temperatura foi de 0.6 ± 0.2 °C durante o século XX. Os maiores aumentos foram em dois períodos: 1910 a 1945 e 1976 a 2000.[12] De 1945 a 1976, houve um arrefecimento que fez com que temporariamente a comunidade científica suspeitasse que estava a ocorrer um arrefecimento global.[13] O aquecimento verificado não foi globalmente uniforme. Durante as últimas décadas, foi em geral superior entre as latitudes de 40°N e 70°N, embora em algumas áreas, como a do Oceano Atlântico Norte, tenha havido um arrefecimento.[14] É muito provável que os continentes tenham aquecido mais do que os oceanos.[12] Há, no entanto que referir que alguns estudos parecem indicar que a variação em irradiação solar pode ter contribuído em cerca de 45–50% para o aquecimento global ocorrido entre 1900 e 2000.Evidências secundárias são obtidas através da observação das variações da cobertura de neve das montanhas e de áreas geladas, do aumento do nível global das mares, do aumento das precipitações, da cobertura de nuvens, do El Niño e outros eventos extremos de mau tempo durante o século XX. Por exemplo, dados de satélite mostram uma diminuição de 10% na área que é coberta por neve desde os anos 1960. A área da cobertura de gelo no hemisfério norte na primavera e verão também diminuiu em cerca de 10% a 15% desde 1950 e houve retração os glaciais e da cobertura de neve das montanhas em regiões não polares durante todo o século XX.[12] No entanto, a retração dos glaciais na Europa já ocorre desde a era Napoleônica e, no Hemisfério Sul, durante os últimos 35 anos, o derretimento apenas aconteceu em cerca de 2% da Antártida; nos restantes 98%, houve um esfriamento e a IPPC estima que a massa da neve deverá aumentar durante este século. Durante as décadas de 1930 e 1940, em que a temperatura de toda a região ártica era superior à de hoje, a retração dos glaciais na Groelândia era maior do que a atual. A diminuição da área dos glaciais ocorrida nos últimos 40 anos, deu-se essencialmente no Ártico, na Rússia e na América do Norte; na Eurásia (no conjunto Europa e Ásia), houve de fato um aumento da área dos glaciais, que se pensa ser devido a um aumento de precipitação.[15]Estudos divulgados em Abril de 2004 procuraram demonstrar que a maior intensidade das tempestades estava relacionada com o aumento da temperatura da superfície da faixa tropical do Atlântico. Esses fatores teriam sido responsáveis, em grande parte, pela violenta temporada de furacões registrada nos Estados Unidos, México e países do Caribe. No entanto, enquanto, por exemplo, no período de quarto-século de 1945-1969, em que ocorreu um ligeiro aquecimento global, houve 80 furacões principais no Atlântico, no período de 1970-1994, quando o globo se submetia a uma tendência de aquecimento, houve apenas 38 furacões principais. O que indica que a atividade dos furacões não segue necessariamente as tendências médias globais da temperatura.

ISSO E MUITO MAIS NO SITE QUE ESTA AQUI>>http://pt.wikipedia.org/wiki/Aquecimento_global<<

IBAMA

Estudos de Representatividade Ecológica nos Biomas BrasileirosO Brasil é o país demaior biodiversidade do Planeta. Foi o primeiro signatário da Convenção sobre aDiversidade Biológica (CDB), e é considerado megabiodiverso – país que reúne aomenos 70% das espécies vegetais e animais do Planeta –, pela ConservationInternational (CI).A biodiversidade pode ser qualificada pela diversidade emecossistemas, em espécies biológicas, em endemismos e em patrimônio genético.Devido a sua dimensão continental e à grande variação geomorfológica eclimática, o Brasil abriga sete biomas, 49 ecorregiões, já classificadas, eincalculáveis ecossistemas.A biota terrestre possui a flora mais rica domundo, com até 56.000 espécies de plantas superiores, já descritas; acima de3.000 espécies de peixes de água doce; 517 espécies de anfíbios; 1.677 espéciesde aves; e 518 espécies de mamíferos; pode ter até 10 milhões de insetos.Épreciso lembrar que abriga, também, a maior rede hidrográfica existente e umariquíssima diversidade sociocultural.Os estudos de representatividadeecológica levam em consideração diversos elementos tais como, riqueza biológica,vegetação, biogeografia, distribuição de áreas protegidas e antropismo.Osestudos de representatividade têm por objetivo verificar como os diversosecossistemas – biomas, ecorregiões e biorregiões – estão sendo representados pormeio de ações conservacionistas como áreas protegidas, corredores ecológicos,projetos de preservação de espécies etc. Obtém-se, assim, uma identificação eanálise de lacunas, que deverão ser consideradas na definição de prioridades deconservação.Os métodos de identificação de ecorregiões, análise de lacunas,gestão biorregional e ecorregional, estão sendo empregados pelas principaisinstituições conservacionistas mundiais, o que resulta na padronização deprocedimentos e eficiência nas ações

sexta-feira, 17 de julho de 2009

Gripe suina o que é, tem remedio e quais os sintomas

Gripe Suina, saiba o que é, se há remédio e qual o nome do medicamento, quais os sintomas com a possível ameaça de uma pandemia (doença que ameaça a saúde mundial), todos devem estar se perguntando se esta nova doença tem cura, uma das drogas usadas contra a gripe suína tem o nome de Tamiflu.
Não existe ainda vacina .para esta .(gripe de porcos), para os porcos existe vacina mas ela não funciona em humanos.
O Ministério da Saúde brasileiro pode enfrentar esse poderoso vírus mutante de gripe? O Tamiflu está sendo divulgado na mídia e em alguns locais como aeroportos já estão faltando medicamento e máscaras no estoque, mas o Ministério da Saúde do Brasil alerta que a medicação só pode ser vendida com receita médica e informou que tem estoque do medicamento suficiente para tratar nove milhões de pacientes. ( Mas este remédio ainda não tem comprovações cabais de que funcione).O que é gripe suina?
Uma doença causada pelo virus influenza H1N1 que costuma afetar apenas porcos, mas os vírus costumam sofrer mutações e assim este vírus adquiriu a capacidade de contaminar humanos,e o pior é que ele pode ser passado de pessoa para pessoa. A doença vírus dessa gripe veio do porco, mas que não ha risco de contágio pelo consumo de carne de porco, mas, se o animal tem a gripe, ele tosse e essas secreções acabam contaminando quem lida com os porcos.
No Brasil o MS informou nesta terça-feira (28) que há 20 casos de pessoas com suspeita de contaminação pela gripe suína no Brasil, casos registrados em oito estados do país.
Quais são os sintomas?- febre, - letargia- falta de apetite- tosseOs doentes pode apresentar também coriza, garganta seca, náusea, vômito, diarréia…
A forma de evitar o contágio é não ter contato com o doentes, ou pessoas vindas de locais com casos confirmados da doença, e pensar três vezes antes de ir para locais onde há casos confirmados de gripe suína.
O Ministério da Saúde disponibilizou o telefone do Disque-Saúde , para tirar dúvidas da população sobre a gripe suína: 0800 611997.
São 8 países que já tem casos confirmados de gripe suína, ela surgiu no México e estima-se que tenha causado 52 mortes, de lá foi para os Estados Unidos (64 casos), Canadá (6), Espanha (2), Escócia (2), Nova Zelândia (3), Israel (2) e Costa Rica (1).

A gripe suina

A Organização Mundial de Saúde (OMS) confirmou que alguns dos casos registrados são formas não conhecidas da variedade H1N1 do vírus Influenza A.
Este vírus da gripe suína é geneticamente diferente do vírus H1N1 que vem atacando humanos nos últimos anos e contém DNA associado aos vírus que causam as gripes aviária, suína e humana, incluindo elementos de viroses européias e asiáticas.
No Brasil, o Ministério da Saúde informou que subiu para 30 o número de casos suspeitos de gripe suína no País.

Mais amostras com secreções respiratórias dos pacientes estão em análise laboratorial e parte dos resultados pode sair ainda nesta sexta-feira.
Segundo o ministério, os casos suspeitos estão em São Paulo (10), Rio de Janeiro (5), Minas Gerais (3), Paraná (3), Distrito Federal (2), Goiás (2), Santa Catarina (2), Mato Grosso do Sul (1), Pernambuco (1) e Rondônia (1).
Além disso, 18 casos estão em monitoramento em sete Estados e chegou a 113 o número de casos descartados. Até ontem, havia 20 casos em monitoramento, 24 suspeitos e 110 descartados

Raios cósmicos contribuíram com a física no Brasil

As pesquisas sobre raios cósmicos no Brasil contribuíram para o início do desenvolvimento da física no país e conquistaram destaque internacional. O maior êxito aconteceu em 1947 com a descoberta da subpartícula méson pi, pelo físico brasileiro César Lattes, a partir de análises de raios cósmicos. Logo após a descoberta, Lattes também descobriu como fazer a produção artificial dessas subpartículas. O avanço nessa área possibilitou o surgimento de novas instituições científicas, como o Centro Brasileiro de Pesquisas Físicas (CBPF) e o Conselho Nacional de Pesquisa (CNPq). Hoje o Brasil tem tradição no estudo de raios cósmicos e em outras áreas da física com importantes núcleos de pesquisa nas universidades e centros, como o Laboratório Nacional de Luz Síncrotron de Campinas, o único com esse tipo de equipamento no hemisfério sul, utilizado para analisar os átomos e as moléculas.
No começo da história do Brasil, da época do Brasil Colônia até a começo da República, não havia muitos exemplos de pesquisas científicas e de estudos na área da física. Mas houve alguns feitos extraordinários, como a experiência do padre Bartolomeu de Gusmão que, em 1709, conseguiu fazer subir uma balão com ar quente. Santos Dumont, apesar de se dedicar mais à engenharia e à aerodinâmica, também se preocupava com fórmulas físicas para fazer voar um objeto mais pesado do que o ar, o que possibilitou a invenção do avião.
O primeiro laboratório de física e química do Brasil só surgiria em 1823, instalado no Museu Nacional por João da Silveira Caldeira, onde aconteceram as primeiras aulas práticas de física para médicos e militares do Rio de Janeiro. Mas foi Joaquim Gomes de Souza o cientista considerado o primeiro físico do Brasil. Ele nasceu no Maranhão em 1829 e produziu muitos trabalhos sobre física e matemática apresentados em instituições científicas da França e da Inglaterra, onde morreu em 1856. No começo do século 20, os estudos sobre física eram feitos por poucos professores das escolas superiores. Em 1925, o físico Albert Einstein visitou o Brasil, encontrando o professor Roberto Marinho de Azevedo, que fez as exposições anunciando a Teoria da Relatividade.
O ano de 1934 marcou o início de uma nova fase no desenvolvimento da física no Brasil, com a produção de trabalhos de dois importantes centros de pesquisa, o Instituto Nacional de Tecnologia do Rio de Janeiro e o então recém-criado Departamento de Física da Faculdade de Filosofia, Ciências e Letras da Universidade de São Paulo (USP). No Rio de Janeiro, o instituto era coordenado por Bernardo Gross, que se dedicou inicialmente aos estudos teóricos dos raios cósmicos. Em São Paulo, o orientador era Gleb Wataghin, direcionado às pesquisas experimentais e teóricas para as áreas de radiação cósmica e física nuclear

terça-feira, 14 de julho de 2009

As mulheres na Ciência

Todos estamos cientes da sub-representação da mulher na ciência, predominantemente quando nos referimos a cargos de liderança. Um exemplo elucidativo é o facto de apenas dez por cento dos cientistas contemplados com o prémio Nobel desde a sua criação em 1901 serem do sexo feminino. No entanto, isso torna-se um paradoxo, quando nos apercebemos que o nível de escolaridade da mulher está a aumentar comparativamente ao do homem em todo o mundo. Um número crescente de estudantes do sexo feminino entra nas universidades em áreas tão díspares como as humanidades, a medicina ou até mesmo as engenharias, sendo estes últimos cursos maioritariamente masculinos há pouco mais de dez anos.
* Subdirectora do Ciência Hoje Professora de Bioquímica, Faculdade de Medicina, Universidade do Porto
Mas como se explica este paradoxo? A principal causa é a pressão que a sociedade exerce na mulher. A ciência é uma actividade apaixonante, que combina a curiosidade característica do Homem com o interesse em descobrir novos caminhos que possam ajudar a humanidade a ultrapassar os problemas quotidianos, sejam eles de índole científica ou tecnológica. No entanto, esta actividade requer um grande esforço por parte dos profissionais. Para além das muitas horas passadas no laboratório, a ciência requer muito tempo de leitura, de reflexão e de discussão.
A somar a estas tarefas diárias, frequentemente os cientistas têm que se ausentar dos seus locais de trabalho para participarem em congressos e reuniões, ou realizarem estágios noutras instituições que são essenciais para a actualização dos conhecimentos e para o sucesso das suas carreiras. O esforço da mulher, particularmente quando tem uma actividade tão cativante como a ciência, é ainda bastante superior ao do homem hoje em dia. A sociedade nas últimas décadas tem vindo a alterar-se, fazendo com que homens e mulheres partilhem as tarefas domésticas. Cada vez mais os homens são capazes de cuidar dos filhos e da organização do lar.
Porém, a mulher continua a ter a seu cargo a gestão destas tarefas familiares. Por isso, torna-se difícil (e por vezes quase incompatível) conciliar a actividade profissional numa área tão absorvente como a ciência, com a vida familiar e social dinâmica da actualidade. Por outro lado, sendo a ciência tão fascinante, facilmente nos embrenhamos no trabalho dias a fio, ficando as restantes actividades do dia-a-dia para segundo plano. O que seria da ciência sem as mulheres? De um modo geral, a mulher apresenta várias qualidades fundamentais para o desenvolvimento de uma carreira científica bem sucedida. Entre estas destacam-se a imaginação, o espírito criativo, a perseverança, o empenho e o entusiasmo. Estas qualidades tornam a mulher um importante impulsionador da ciência.
Neste dia internacional da mulher, é importante realçar a garra que caracteriza as mulheres do século XXI, envolvendo-se sem receio em variadíssimas áreas da sociedade às quais durante muito tempo não tinham acesso. A ciência, pelo seu carácter absorvente, é um dos exemplos paradigmáticos. Mas a contribuição da mulher em áreas da ciência como a matemática, a astronomia, a química, a medicina, a agricultura ou a biologia, é já de longa data. Há quatro mil anos uma sacerdotisa na Babilónia dedicou-se ao estudo das estrelas, constituindo uma referência importante para os astrónomos e matemáticos que a sucederam.
O conhecido “banho-Maria” que todos nós usamos diariamente no laboratório, e que contribuiu para o desenvolvimento de muitas áreas da ciência e da indústria, é atribuído a uma química, Maria la Hebrea, que viveu no século I em Alexandria. Já no século XX, o papel das mulheres na ciência tornou-se cada vez mais conhecido. Marie Curie é sem dúvida o caso mais marcante que culminou com a atribuição de dois prémios Nobel (da física em 1903 juntamente com o seu marido, e da química em 1911, pela descoberta de dois elementos químicos). É verdade que a prevalência de mulheres na ciência tem aumentado significativamente nas últimas décadas. Contudo, ainda há um longo caminho a percorrer até atingirmos a igualdade em número de homens e mulheres na ciência. Será que um dia veremos a versão feminina do estereótipo do cientista de bata branca, com os óculos na ponta do nariz e o cabelo desgrenhado? Esperemos que não! Primeiro porque não é saudável, e em segundo lugar porque o papel da mulher (tal como a do homem) na sociedade não se limita à sua profissão.
A educação dos filhos, por exemplo, é imprescindível e salutar quer para os filhos quer para as mães. Talvez no meio esteja a virtude! Tentemos manter uma vida saudável, tornando compatível uma carreira científica de sucesso com a estabilidade de uma vida familiar que todos desejamos. Não é fácil, mas não é de todo impossível! Evocando Darwin, neste ano em que se comemora o bicentenário do seu nascimento, podemos dizer que a diversidade (neste caso de actividades) é essencial para a evolução.
Comentários
Margarida Collares Pereira, em 2009-03-09 às 13:18, disse:Não posso estar mais de acordo com o que é dito neste texto sobre a dificuldade de ser-se "mulher e cientista", quando nos entregamos de alma e coração a estas duas realidades. De facto, é no meio que está a virtude (como é referido) e oxalá esta premissa se consiga alcançar sempre, para que a diversidade feminina seja, na realidade, um contributo para a evolução, sem perda da sua função major na família e na sociedade.

sexta-feira, 3 de julho de 2009


Quando o robô-cientista foi apresentado pela primeira vez ao mundo, em 2004, ele cabia sobre uma mesa (veja Criado um robô-cientista).
Agora, quando os pesquisadores acabam de anunciar que ele se tornou responsável pela primeira descoberta científica feita por uma máquina, trabalhando de forma totalmente independente, ele nem de longe lembra o seu protótipo inicial.
Adão, o primeiro robô-cientista
Adão (Adam), o robô-cientista, cresceu e cresceu muito. Hoje, ele é uma máquina enorme, do tamanho de um container, que ocupa uma sala especial na Universidade de Aberystwyth, no Reino Unido.
Seu dispositivo de análises biológicas é servido por braços robóticos idênticos aos robôs industriais usados na montagem de automóveis, diversos tipos de alimentadores, vários computadores e toda uma parafernália eletrônica para controlar tudo.
E, a depender do professor Ross King, criador do robô-cientista Adão, isto é apenas o começo. "No futuro, nós esperamos ter equipes de cientistas humanos e cientistas robôs trabalhando juntos nos laboratórios," diz ele.
Primeira descoberta científica de um robô
Usando sua inteligência artificial, Adão levantou hipóteses sobre genes da levedura usada como fermento para pães (Saccharomyces cerevisiae) que codifica enzimas específicas que catalisam as reações químicas no fermento.
Os cientistas estavam em busca as origens das chamadas "enzimas órfãs", enzimas que os cientistas não sabem quais genes as codificam. Adão selecionou mutações da levedura, incubou as células e mediu suas taxas de crescimento. E levantou 20 hipóteses sobre genes que codificariam 13 enzimas.
Levantadas as hipóteses, ele fez o que de melhor sabe fazer: repetiu à exaustão os testes destinados a avaliar se a hipótese seria confirmada ou não pelos experimentos. E o resultado deu positivo para 12 das 13 enzimas, que agora não são mais órfãs.
Os cientistas então repetiram manualmente os experimentos de Adão para confirmar que sua descoberta era realmente nova e válida. Novo resultado positivo. Podia então ser anunciada a primeira descoberta científica de um robô.
Auxiliar valioso
A rigor é um tanto forçado creditar a descoberta inteiramente ao robô. Chamá-lo de cientista também requer um pouco de boa-vontade com a máquina - veja abaixo um esquema de toda a sua estrutura.
O que torna Adão realmente valioso no laboratório é a sua capacidade de conduzir experimentos repetitivos de forma precisa e incansável, algo normalmente deixado para auxiliares e estudantes de graduação. Contudo, nem mesmo estudantes de graduação gostam de ficar repetindo os passos de um experimento a cada 20 minutos, dia e noite.
"Como os organismos biológicos são extremamente complexos, é importante que os detalhes dos experimentos biológicos sejam registrados com grande detalhe. Isso é difícil e entediante para os cientistas humanos, mas muito fácil para robôs-cientistas," diz o professor King.
Há que se considerar também que o programa de computador que controla todas as ações do robô-cientista foi elaborado pelos cientistas humanos. O algoritmo contém todo o roteiro para a condução da pesquisa, embora o programa de inteligência artificial seja capaz de aprender com as sucessivas etapas do experimento, guiando-se pelos resultados anteriores para estabelecer hipóteses mais promissoras para os novos testes.
Das costelas de Adão
Agora os cientistas estão projetando um novo robô-cientista, que será voltado para experimentos que auxiliem no descobrimento de novos medicamentos.
Para fazer companhia a Adão, o novo robô será uma robô-cientista e se chamará Eva.
"Se a ciência se tornar mais eficiente ela poderá ajudar melhor a resolver os problemas da sociedade. Uma das formas de tornar a ciência mais eficiente é através da automação. A automação foi a força por trás de grande parte do progresso dos séculos XIX e XX, e isto deverá continuar," prevê o cientista-humano Ross King.