segunda-feira, 10 de agosto de 2009

Cientistas descobrem novas espécies de plantas e de animais no Peru



Cientistas anunciaram nesta quinta-feira (19) a descoberta de quatro espécies, uma de planta e três de animais, nas florestas próximas à Cordilheira Branca, no Peru. Três das espécies encontradas são comprovadamente novas para a ciência: uma planta do altiplano andino (Senecio sanmarcosensis) e dois besouros (Eriopis canrash e Cycloneda andresii). Os cientistas encontraram também um pequeno rato (Akodon sp.nov), que provavelmente é uma nova espécie.

As descobertas foram feitas durante uma série de expedições realizadas na região entre 2005 e 2008, lideradas pela Associação de Ecossistemas Andinos (Ecoan, da sigla em espanhol), em parceria com a ONG Conservação Internacional.O pequeno roedor do gênero Akodon mede menos de nove centímetros de comprimento e tem uma cauda de 6,5 centímetros. Ele vive entre 2.880 e 4.733 metros acima do nível do mar e é encontrado somente na região de Ancash, no noroeste do Peru. Esse ratinho desempenha um papel importante no controle de insetos e na dispersão de sementes no ecossistema onde vive.Outra descoberta relevante foi a da planta Senecio sanmarcosensis, que faz parte da vegetação dos pântanos do altiplano andino. Essa vegetação purifica a água que vem da montanha e atua como seu reservatório. A planta desabrocha entre maio e julho e é encontrada somente em três lugares da região de Ancash, todos acima dos 4.500 metros de altitude.A Ecoan acredita que essa planta deveria ser incluída na categoria de "Quase Ameaçada", conforme os critérios da Lista Vermelha da União Mundial para a Natureza (IUCN, da sigla em inglês), uma vez que só é encontrada em poucas áreas que sofrem pressões, como as do pastoreio intensivo. Também fazem parte das descobertas anunciadas hoje dois besouros, o Eriopis canrash e o Cycloneda andresii, que controlam as populações de pulgões e de ácaros, responsáveis pela destruição de plantações importantes para a sobrevivência dos povos daquela região.

Gordura boa

Além da indesejada gordura branca, cuja função é acumular energia no corpo, o organismo também produz a gordura marrom, que auxilia a queima de calorias ao gerar calor corporal. Dois grupos de cientistas, em estudos independentes, acabam de identificar fatores que regulam a formação da "boa" gordura marrom.
De acordo com os autores das pesquisas, que foram publicadas na revista Nature, as descobertas poderão ajudar a desenvolver novas terapias contra a obesidade.
Proteína morfogenética óssea 7
O grupo coordenado por Yu-Hua Tseng, do Centro de Diabetes Joslin, da Escola de Medicina Harvard, mostrou que a proteína morfogenética óssea 7 (BMP7, na sigla em inglês) - conhecida por seu papel na indução do crescimento dos ossos - também pode promover a formação de gordura marrom.
Já Bruce Spiegelman, do Instituto do Câncer Dana-Farber, também nos Estados Unidos, e colegas revelaram que o gene PRDM16 regula a transformação de células em músculos ou gordura marrom. A ausência do gene leva a célula a se tornar músculo, enquanto o seu excesso faz com que ela se torne gordura marrom. Enquanto isso, a gordura branca se forma a partir de um tipo celular distinto.
Caminho para combater a obesidade
A revista publicou ainda comentário de Barbara Cannon e Jan Nedergaard, da Universidade de Estocolmo, Suécia, sobre os trabalhos. "Os dois estudos nos aproximam mais um passo do objetivo de promover a linhagem de gordura marrom como potencial caminho para combater a obesidade", destacaram.
Na pesquisa realizada pelo grupo de Tseng, os cientistas identificaram, em testes laboratoriais com camundongos, que a proteína BMP7 leva células precursoras a originar células de gordura marrom maduras.
"Enquanto as células de gordura branca correspondem à forma 'convencional' de gordura, cuja função é armazenar energia, a gordura marrom tem o papel de queimar calorias ao gerar calor corporal. Essas células de gordura marrom desaparecem, em sua maioria, do corpo de humanos adultos, mas suas precursoras permanecem no corpo", explicou Tseng.
Genes que controlam a criação de gordura
Em 2005, uma pesquisa do mesmo grupo levou à descoberta de genes que controlam a criação de células precursoras de gordura marrom. Outro trabalho mais recente localizou grupos de células de gordura marrom dispersos entre fibras musculares de camundongos.
O estudo atual identificou a BMP7 como a proteína capaz de induzir a formação e função das células de gordura marrom. Ao introduzir a proteína em camundongos, usando um adenovírus como vetor, os cientistas observaram um aumento do desenvolvimento dessa gordura. Em outro experimento, os camundongos que desenvolveram mais gordura marrom ganharam menos peso que os outros.
De acordo com os cientistas, o trabalho promoveu avanço em uma questão fundamental: saber o que controla o desenvolvimento de depósitos de gordura. Os autores concluíram que diferentes membros da família de proteínas BMP, que regulam a formação de órgãos durante o desenvolvimento embrionário, determinam a formação de gordura marrom ou branca.
Transformando músculos em gordura
A pesquisa feita por Spiegelman e colaboradores mostrou que o já conhecido gene PRDM16 regula a criação de gordura marrom a partir de células musculares imaturas. O trabalho também determinou que o processo é uma rua de mão dupla: "desligar" o PRDM16 nas células de gordura marrom pode convertê-las em células musculares. No entanto, essa reversão não tem aplicações práticas.
Segundo Spiegelman, a principal surpresa é que as células precursoras de músculos, conhecidas como "células-satélite", são capazes de originar as células de gordura marrom sob o controle do PRDM16.
"O estudo confirma que o PRDM16 é o regulador-mestre do desenvolvimento de gordura marrom. Isso levará a prosseguir com a pesquisa para descobrir se drogas que estimulam o PRDM16 em camundongos - e potencialmente em humanos - podem converter gordura branca em gordura marrom, a fim de tratar a obesidade", afirmou.
Outra estratégia, segundo ele, poderia ser o transplante de células de gordura marrom em pessoas com sobrepeso, a fim de desencadear o processo de queima de calorias. "Temos uma evidência convincente de que o PRDM16 pode transformar outras células em gordura marrom", disse.

Cientistas descobrem nova subespécie de sagui na Amazônia



RIO - Pesquisadores descobriram uma nova subespécie de macaco numa parte remota da Floresta Amazônica, disse um grupo de conservação da vida selvagem com sede nos Estados Unidos na terça-feira. O macaco recém-descoberto foi visto pela primeira vez por cientistas em 2007 no Estado do Amazonas e é parente do sagui-de-cara-suja, conhecido pelo dorso marcado, disse a Wildlife Conservation Society (WCS). O macaquinho, que é basicamente cinza e marrom e pesa 213 gramas, recebeu o nome de sagui-de-cara-suja de Mura, numa homenagem à tribo indígena de Mura, da região da bacia dos rios Purus e Madeira, onde a nova subespécie foi encontrada. Ele tem 24 centímetros de altura e uma cauda de 32 centímetros. "Esse macaco descrito recentemente mostra que mesmo hoje há grandes descobertas na natureza a serem feitas", disse Fábio Rohe, autor principal de um estudo que confirmou a descoberta, em um comunicado divulgado pela WCS. "Essa descoberta deveria servir de alerta de que ainda há muito a aprender sobre os locais selvagens do mundo, embora os homens continuem a ameaçar essas áreas com destruição." O estudo descobriu que o macaco está sendo ameaçado por projetos de desenvolvimento da região, incluindo uma grande rodovia que atravessa a floresta, que está sendo asfaltada e poderia aumentar o desmatamento.

Cientistas descobrem primeira ave canora asiática em um século

SYDNEY (Reuters) - Uma bizarra ave canora careca foi descoberta em uma região montanhosa do Laos, declarou a entidade ambientalista Wildlife Conservation Society (WCS) nesta quinta-feira. É a primeira vez em mais de um século que uma descoberta deste tipo é feita na Ásia.
Cientistas da WCS e da Universidade de Melbourne, que encontraram a ave, disseram que se trata do único exemplar de uma ave canora calva na Ásia continental, a primeira de uma nova espécie de bulbul - uma família com cerca de 130 espécies - a ser descoberta na Ásia em mais de cem anos.
O pássaro foi apelidado de "bulbul-de-cara-lisa", devido à ausência de plumas na face e em parte da cabeça.
De acordo com os cientistas, o animal visto tem o tamanho de um sabiá, é verde-oliva com o peito claro, o rosto rosado e sem plumas, mas com a pele azulada em torno dos olhos e até o bico, e uma estreita linha de plumas semelhantes a cabelos descendo desde o topo da cabeça.
"É sempre excitante descobrir uma nova espécie, mas esta foi especialmente ímpar porque é a única ave canora calva da Ásia", disse nota assinada por Colin Poole, diretor de programas asiáticos da WCS
O pássaro parece habitar principalmente árvores, e foi achado em uma área de escassa cobertura florestal nos afloramentos rochosos da província de Savannakhet - uma área pouco visitada, mas conhecida por inusitadas descobertas relativas à vida selvagem.
"Sua aparente restrição a um habitat bastante inóspito ajuda a explicar por que uma ave tão extraordinária, com hábitos tão óbvios e um canto distinto passou tanto tempo despercebida", disse Iain Woxvold, da Universidade de Melbourne. Na mesma área, há vários anos, os cientistas descobriram uma nova espécie de roedor, chamado khan-nyou, e um coelho listrado.
A descrição da nova espécie de aves foi publicada na edição de julho da revista Forktail, do Clube Oriental das Aves.

domingo, 9 de agosto de 2009

Cerca de 30% dos cânceres humanos provavelmente estão relacionados à dieta e à nutrição, segundo a Organização Mundial da Saúde. Agora, a principal ‐ e surpreendente ‐ conclusão de artigo publicado em The Journal of the American Medical Association (vol. 293, n. 2, pp. 183-193, 2005) avança no conhecimento da associação entre alimentação e essa doença, apesar de ir na contramão do que tem sido descrito em revistas especializadas e propagado por especialistas: o consumo de legumes, verduras e frutas não diminui o risco do câncer de mama.

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A pintura em cerâmica Tupiguarani


A cultura dos povos indígenas falantes da línguas tupi e guarani é conhecida principalmente pelos relatos de cronistas da época do Descobrimento e dos primeiros tempos da colonização do Brasil. Dos prováveis ancestrais desses grupos, porém, os únicos vestígios arqueológicos são vasilhas e fragmentos de cerâmica, muitas vezes pintados com motivos variados. Um novo e amplo estudo sobre as pinturas aplicadas a essa cerâmica – reunida sob o nome ‘Tradição Tupiguarani’ – revela que não eram apenas simples decoração: na verdade, os desenhos parecem expressar os valores coletivos desses primeiros habitantes do litoral brasileiro.

Quando Pedro Álvares Cabral desembarcou no Brasil, a maior parte do litoral, do Nordeste até o rio da Prata, entre o Uruguai e a Argentina, era ocupada por populações indígenas que falavam línguas tupi (desde a área onde se situa hoje o estado de São Paulo até o atual Maranhão) e guarani (do atual Paraná até o norte da Argentina). Essas línguas eram aparentadas (como o são entre si o espanhol e o português) e as culturas dos seus falantes bastante parecidas.

Os primeiros cronistas – particularmente os protagonistas das lutas entre franceses e portugueses pelo controle da baía de Guanabara – fornecem preciosas informações sobre essas numerosas tribos. Mencionam, entre outras coisas, que as mulheres produziam e decoravam os potes de barro. Essas tribos foram logo dizimadas pelas doenças trazidas pelos europeus e pelas guerras coloniais, e no século 17 tinham desaparecido quase que por completo do litoral central e nordestino.

No final do século 19, os amadores de antiguidades brasileiros e os organizadores dos primeiros grandes museus, como Ladislau de Souza Mello Netto (1828-1894), já tinham identificado como tupi os potes pintados encontrados no litoral de Rio de Janeiro. Mas essas vasilhas estavam mal preservadas, e as cerâmicas então recém-descobertas na ilha de Marajó, no Pará, que se supunha influenciadas por imigrantes europeus supostamente chegados durante a Antiguidade, atraíram toda a atenção dos pesquisadores. Até o final do segundo terço do século 20, apenas o historiador e folclorista Carlos Ott publicou o desenho simplificado de algumas vasilhas encontradas na Bahia.

No final dos anos 60, os pesquisadores do Programa Nacional de Pesquisas Arqueológicas (Pronapa), dirigido pelos arqueólogos norte-americanos Betty Meggers e Clifford Evans (1920-1981), encontraram numerosos sítios onde apareciam restos de cerâmica decorada, alguns com traços vermelhos ou pretos pintados sobre fundo branco. Tais manifestações foram reunidas sob o nome ‘Tradição Tupiguarani’ – Tupiguarani em uma só palavra, indicando tratar-se de um conceito arqueológico que não corresponde obrigatoriamente aos povos falantes das línguas tupi-guarani (com hífen), embora se supusesse que os autores das peças fossem, ao menos em parte, ancestrais desses povos. As datações radiocarbônicas apontavam que os artefatos teriam entre 1.500 e 500 anos.

Como os sítios estavam em geral muito destruídos, os cacos eram pequenos e os desenhos pouco legíveis. Além disso, o Pronapa, por visar apenas a levantamentos extensivos, não previa análise intensiva de sítios nem grande escavações, que talvez tivessem permitido encontrar locais ainda intactos e materiais bem conservados. Arqueólogos influenciados por perspectivas francesas, como Maria Beltrão, Luciana Pallestrini, Lina Kneip (....-2002), Sílvia Maranca e José Luiz de Morais, chegaram a escavar estruturas de habitações, mas não se interessaram especialmente pela cerâmica.

Dessa forma, e apesar de um artigo seminal do etnólogo Desidério Aytai (1905-1998) que não chegou ao conhecimento da maioria dos arqueólogos, não se tentou um estudo sistemático das formas decorativas, embora importantes trabalhos de síntese tenham sido realizados pelos arqueólogos José P. Brochado e Maria Cristina M. Scatamacchia sobre a difusão da cultura Tupiguarani e as formas das vasilhas, assim como uma nota da arqueóloga Fernanda B. Tocchetto sobre uma possível relação entre motivos geométricos e mitologias guarani.

Em 2000, a Missão Arqueológica Francesa e o Setor de Arqueologia da Universidade Federal de Minas Gerais decidiram iniciar um programa de estudo da cultura Tupiguarani no estado, em colaboração com a equipe que iniciava um programa de resgate arqueológico no vale do rio Doce, entre os municípios de Resplendor e Aimorés, onde um consórcio encabeçado pela Companhia Energética de Minas Gerais (Cemig) construía uma represa. A reunião de recursos de origem privada com um projeto científico tornava possível realizar um programa que unisse interesses econômicos e culturais (resgate do patrimônio cultural imposto pela lei) e acadêmicos (os trabalhos não visariam apenas a simples recuperação do material, mas seriam também direcionados por questões inerentes à pesquisa científica, como organização interna dos sítios, interpretações sociológicas, análises funcionais e estilísticas dos vestígios materiais e outras.

Estávamos inicialmente interessados em estudar as modalidades de ocupação do espaço pelas populações tupi-guarani em áreas-teste (em algumas microrregiões de Minas Gerais) e a organização interna das aldeias (cuja estrutura estivesse mais bem preservada). No entanto, o salvamento – pelo Instituto Estadual do Patrimônio Histórico e Artístico de Minas Gerais, em Conceição dos Ouros (MG) – de uma vasilha intacta com extraordinária decoração nos levou a abrir uma nova linha de estudo sobre as decorações pintadas sobre cerâmica e a visitar os museus e coleções antigas espalhados entre Natal (RN) e Porto Alegre (RS), onde abundam cacos pintados e vasilhas com traços quase apagados.

Aos poucos, envolvemos um grande número de arqueólogos em uma pesquisa sistemática sobre a cultura Tupiguarani no Brasil inteiro. Arqueólogos, químicos, físicos, etnólogos e até técnicos da polícia científica – ligados a 20 instituições brasileiras, argentinas e uruguaias – aceitaram colaborar, de forma inédita, na preparação de uma obra coletiva, que deve fazer um balanço dos conhecimentos e abrir novas perspectivas.
Este artigo apresenta um dos pontos da cultura tupiguarani cujo estudo ficou sob nossa responsabilidade.

Inpacto profundo


Só o cinema poderia fazer melhor: em 4 de julho, dia da independência dos EUA, pesquisadores da Nasa comemoraram a chegada ao alvo do primeiro artefato humano feito especificamente para se espatifar contra um cometa. Um dos módulos da sonda Deep Impact acertou em cheio o Tempel-1, que viajava pelo espaço a 30000 km/h. Do tamanho de uma máquina de lavar, o bólido abriu um rombo no corpo celeste e fez com que uma nuvem de poeira se levantasse. O objetivo era estudar tanto a composição dos cometas, ainda pouco cohecida pela ciência, quanto as próprias origens do sistema solar. É que os cometas mudaram muito pouco desde o início dos tempos e acredita-se que eles guardem um registro dessas eras primitivas. Um dos dados obtidos com a colisão é de cair o queixo: o Tempel-1 parece ser mais uma bola de areia fina do que um pedaço de rocha e gelo, como se acreditava antes.
A raíz da árvore
Uma datação mais precisa feita em dois fósseis encontrados nos anos 60 deu uma idade surpreendente aos primeiros membros da nossa espécie, a Homo sapiens: quase 200 mil anos. O estudo, feito por cientistas da Universidade Nacional Australiana e da Universidade Stony Brook, nos EUA, recuou em quase 30 mil anos o registro dos humanos modernos. Os fósseis, conhecidos como Omo 1 e Omo 2, vêm da Etiópia, assim como o vestígio mais antigo de Homo sapiens encontrado anteriormente. Para ter uma idéia de sua antiguidade, basta dizer que os neandertais mal estavam surgindo na Europa quando os etíopes, com feições ligeiramente mais primitivas que as nossas, já andavam pela África. O achado reforça a hipótese de que os humanos modernos se originaram no continente africano e de lá partiram para o resto do mundo.
Separados no nascimento
Foi o último prego no caixão do nosso orgulho como espécie. O mapa genético completo do chimpanzé comum (Pan troglodytes) foi revelado por biólogos em setembro e a conclusão inegável é que ele é absurdamente parecido com o nosso. A semelhança global fica em torno de 96%, mas quando se leva em conta apenas os pedaços de DNA com função conhecida, ela sobe para 99%! Com tanta similaridade entre humanos e seus primos de 1º grau, a velha pergunta sobre o que faz de nós humanos continua tão misteriosa como sempre. Ainda na área genômica, o mundo teve 3 boas notícias: o mapeamento do DNA de 3 dos maiores parasitas unicelulares que atormentam países pobres, o Trypanosoma cruzi, que causa o mal de Chagas; o Trypanosoma brucei, micróbio da doença do sono; e um dos tipos de Leishmania, responsável pela leishmaniose. Graças a essas descobertas, o caminho para a cura dessas doenças está um pouco mais curto.