Cientistas acreditam que, além da fruta, o repolho roxo, a uva e o urucum seriam detergentes naturais para limpar o sangue. Pesquisadores descobrem planta contra as rugas e o envelhecimento.
A Universidade Federal de Viçosa (UFV) foi inaugurada em 1926. Além de estimular o conhecimento, se transformou em forte aliada do desenvolvimento agrícola de Minas Gerais. Há 20 anos começou a se destacar também nas pesquisas na área da saúde. Hoje está entre os centros mais importantes de estudos do Brasil. Como é rica a farmácia da terra estudada na UFV. "De frutos cítricos, como a laranja, nós extraímos um flavonóide denominado naringina. Ele serve para reduzir gordura e açúcar no sangue. Baixa tanto o colesterol quanto diminui o diabetes. Temos pesquisas na fase pré-clínica, com animais de laboratório, e na fase clínica, com humanos, comprovando seus efeitos", afirma a doutora em ciência Tania Toledo de Oliveira, da UFV. Além da laranja, o repolho roxo e a uva, seriam os detergentes naturais para limpar o sangue? Os cientistas acreditam que sim. Já conseguiram extrair da uva e do repolho roxo uma substância que reduz em mais de 70% a gordura no sangue. E mais outra grata surpresa: o urucum também pode ajudar a combater o colesterol ruim. "A população, naturalmente, já consome essa substância em grandes quantidades em algumas regiões, principalmente Norte e Nordeste, e ela tem esse efeito benéfico", comenta Tania Toledo. E as novidades ainda mais surpreendentes estão para ser anunciadas pela equipe da doutora Tânia Toledo. "Nós temos pesquisas com mais oito medicamentos para câncer, diabetes e nível alto de colesterol no sangue", revela. Outra conquista está para ser anunciada pela Universidade Estadual de Campinas (Unicamp). A substância que pode se transformar em remédio é uma casca encontrada em mangues. Até agora, os testes feitos em animais comprovaram que no caso de úlcera gástrica o resultado do mangue vermelho é o mesmo do tratamento convencional, aquele que utiliza medicamentos já conhecidos. Só que existe uma diferença muito importante: a dose para a cura da úlcera é 60 vezes menor. "Sabemos que quanto maior a dose utilizada de determinado medicamento maior é a quantidade de efeitos colaterais possíveis. No caso do mangue vermelho, nós usamos doses extremamente baixas. Portanto, a chance de encontrarmos efeitos colaterais acaba sendo menor", esclarece a doutora em farmacologia Alba Monteiro, da Unicamp. Desde 2006 o mangue vermelho vem sendo estudado pelos pesquisadores da Unicamp. Os testes em humanos devem começar em breve. "O conhecimento popular conta em todas as fases. É um bem extremamente valioso. O que fazemos não é questionar o conhecimento popular, e sim reconhecê-lo", ressalta o biólogo Felipe Meira de Faria, da Unicamp. Dizem que a natureza é pródiga. E as plantas confirmam o poder ela tem. Até para nos deixar mais jovens. A pariparoba, uma planta nativa da Mata Atlântica, está tendo suas qualidades cientificamente comprovadas pelos pesquisadores da Universidade de São Paulo (USP). "Na luz verde, conseguimos ver uma mancha escura. É um composto antioxidante já conhecido da pariparoba. Ela não é um filtro solar, e sim um antioxidante. Precisamos 25 vezes menos desse extrato do que da vitamina E para fazer a mesma reação", explica a doutora em farmácia Cristina Dislich Ropke, da USP. E os cientistas nos alegram: com a paribaroba, também conhecida como caopeba ou água-xima, quem sabe podemos encontrar a fonte da juventude um adeus às rugas?
sábado, 17 de outubro de 2009
Maior parte do cérebro é composta por água

Líquido cranial é um condutor de nutrientes e uma almofada de proteção contra choques.
Nesta sexta-feira (9), o Globo Repórter revelou a mais perfeita de todas as máquinas. Seria criação divina? Resultado da evolução das espécies? Não importa: nosso corpo é o mais complexo mecanismo já conhecido. O vermelho é igual para todos? Esta é uma pergunta para a qual a ciência ainda não tem resposta. Mas um fato é indiscutível: somos capazes de captar e definir um milhão de cores. Você sabia que 77% do nosso cérebro são pura água? O líquido cranial é um condutor de nutrientes e uma almofada de proteção contra choques. Nascemos com 300 ossos e chegamos à vida adulta com pouco mais de 200. Nosso esqueleto é leve como alumínio, duro como aço e mais forte que o concreto. Se as nossas fibras nervosas fossem esticadas, mediriam cem mil quilômetros e dariam duas voltas e meia ao redor da Terra. Esses e outros mistérios foram explicados no documentário "A máquina do corpo", uma produção canadense que o Globo Repórter exibiu com exclusividade na TV aberta do Brasil. Por motivos contratuais, o conteúdo do programa não pode ser publicado na internet.
quinta-feira, 15 de outubro de 2009
Lesmas, caramujos e caracóis


Você sabe qual a diferença entre esses animais?
Todos os três levam a vida devagar. Estamos falando das lesmas, dos caramujos e dos caracóis. Mas você é capaz de distinguir um bicho do outro? Se respondeu “não”, saiba que não está sozinho. Leitora da CHC, a Lucia Helena Ramos é contadora de histórias. Após apresentar uma trama em que o personagem principal era um caracol, ela ouviu a pergunta: qual a diferença entre esse animal, as lesmas e os caramujos? Sem saber explicar, enviou a dúvida para a CHC e nós fomos atrás da solução! “Lesma, caracol e caramujo são nomes populares atribuídos aos moluscos que pertencem ao grupo dos gastrópodes”, explica a bióloga Inga Veitenheimer Mendes, do Centro Universitário La Salle, do Rio Grande do Sul. Vamos conhecer, então, algumas características de cada animal, para reconhecê-los? Só fique esperto porque, como estamos falando de nomes populares, o bicho que é chamado de lesma em uma região do Brasil pode ser conhecido como caracol em outra e assim por diante!
LESMAS
Em geral, são moluscos sem concha, encontrados no solo, embaixo ou sobre a vegetação rasteira, em hortas, jardins ou matos. No Brasil, há lesmas que são nativas do nosso país e outras que têm origem na Europa: essas, aliás, devem ter chegado por aqui na época do descobrimento, há mais de 500 anos! As lesmas “brasileiras” têm o corpo achatado, enquanto o das europeias é cilíndrico, entre outras diferenças (as européias, por exemplo, apresentam uma concha reduzida, transparente, em forma de unha, encoberta por uma dobra de pele, que parece uma corcunda. As brasileiras, não). E você sabia que, no mar, também há lesmas? Algumas não apresentam concha, enquanto outras, como a lebre-do-mar, têm uma bem pequena, encoberta pela pele. Há, ainda, as que são coloridas e brilhantes!
CARACÓIS E CARAMUJOS
São os moluscos gastrópodes com concha. Encontrados em ambientes terrestres e de água doce, os caracóis, em geral, têm conchas mais frágeis e leves. Já os caramujos, normalmente, são moluscos gastrópodes que vivem no mar e têm conchas maiores, mais espessas e pesadas. O Adelomelon becki, por exemplo, é um dos maiores caramujos da costa brasileira: sua concha pode atingir 60 centímetros de comprimento! Já os moluscos do gênero Megalobulimus, embora sejam terrestres, quando adultos costumam ser chamados de caramujos. Nativos do Brasil, eles têm uma concha espessa, que chega a medir mais de 10 centímetros de comprimento.
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Como funciona a bala que explode na boca?

Descubra a ciência que existe por trás dessa gostosura!
De laranja, morango, chocolate... Huumm! As balas são tão gostosas... Mas, como qualquer guloseima, as balas são para nos deliciar uma vez ou outra. O excesso, a gente sabe, pode provocar cáries ou causar obesidade. Mas será que existe ciência nas balas? Pode apostar que sim! Agora, por exemplo, você vai saber sobre o tipo que explode na boca. Bala gostosa e explosiva, alguém aí conhece? Pois vale a pena juntar umas moedinhas para experimentar. Elas não causam qualquer dano à saúde e, na verdade, parecem mais um granulado do que uma bala. O segredo da sua fórmula são cristais de açúcar que guardam bolhas de gás carbônico sob alta pressão. Mas a bala explosiva contém, ainda, outros ingredientes. Ela é produzida a partir da combinação de alguns açúcares, como sacarose e lactose ou sacarose e xarope de milho. Sua fórmula ainda leva amido, gelatina ou goma – como ágar, alginato, pectina –, ingredientes que ajudam a aumentar a quantidade de gás carbônico aprisionado, além de acidulantes, flavorizantes e corantes. Quanto nome esquisito! Bom, mas o importante é que, na fábrica, tudo isso é misturado e aquecido sob alta pressão, até que os açúcares passem do estado sólido ao estado líquido. Neste ponto, é que o gás carbônico é adicionado à mistura. Depois, o líquido esfria, ainda sob alta pressão, para deixar as bolhas de gás carbônico aprisionadas no interior do grande torrão de açúcar que se formou. Quando a pressão é liberada, o tal torrão de açúcar se parte em pedaços bem pequenos, como um granulado. As bolhas de gás carbônico continuam no interior dessas minibalas, que são vendidas em pacotinhos. Abra um pacotinho desses e deixe o doce entrar em contato com a umidade da sua boca. O açúcar vai se dissolver e... Ploft! Ploft! Ploft! Você vai sentir o estouro das bolhas. O mesmo efeito pode ser conseguido se a bala for mastigada. A fórmula dos cristais de açúcar explosivos já pode ser encontrada em outros doces, como chicletes e chocolates. Quando puder provar um docinho, experimente uma dessas delícias explosivas!
A primeira bala explosiva foi criada em 1956, pelo químico William A. Mitchell, da empresa General Foods e foi comercializada nos Estados Unidos com o nome de Pop Rock.
A primeira bala explosiva foi criada em 1956, pelo químico William A. Mitchell, da empresa General Foods e foi comercializada nos Estados Unidos com o nome de Pop Rock.
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terça-feira, 13 de outubro de 2009
FOTOSSÍNTESE UM PROCESSO FASCINANTE
A fotossíntese é um processo que ocorre nos seres autótrofos (plantas e algas), pelo qual esses seres obtem seu alimento; fotossíntese é uma reação que pode ser descrita quimicamente por:
6CO2+6O2+energia luminosa => C6H12O6+6O2.
E pode ser descrita biologicamente em 2 fases:
Reações (fotoquimicas) da fase do claro:
a) Fotólise da água: nessa reação a água é "quebrada" em óxigênios, que se desprendem, e hidrogênio, que são capturados por uma substância aceptora: NADP (similar ao NAD da respiração) o NADP é o fosfato inorgânico.
b)Fotofosforilação: ADP+P transforma-se em presença de luz em ATP.
Reações (enzimática) da fase do escuro:
É nessa fase que o CO2 vai ser reduzido a glicose pelos hidrogênios, que o NADP captou na fase do claro. Como se trata de uma reação endotérmica (que capta luz), a energia será fornecida pelo ATP produzido na fase do claro.
Obs: Veja que para a fase do escuro ocorrer, houve necessidade de CO2, de NADPH2, e de ATP, estas duas ultimas substâncias são resultado da fase do claro. Em condições normais portanto, a fase doescuro depende integralmente da realização da fase do claro.
Introdução da fase do claro:
É a quebra da molécula quando exposta à luz, havendo o desprendimento de oxigênio pelos cloroplastos isolados. Essa reação é chamada de "reação de Hill", porque foi descoberta por Robin Hill, em 1937.O desprendimento de oxigênio só é obtido quando é adicionado na mistura um aceptor de hidrogênio, que pode ser quinona ou indofenol.
Essa fase pode ser descrita quimicamente como:
2 H2O+ 2 X=> 2 H2X+O2
Onde X representa o aceptor de hidrogênio.
No entanto, Hill não sabia qual era a substância aceptora; hoje sabe-se que é NADP (NAD+ácido fosfórico).Atualmente a reação quimica da fase do claro é:
2 H2O+2 NADP+ luz=> 2NADPH2+O2.
Fosforilação acilica:
Quando cloroplastos isolados são iluminados, fornecendo-se a eles ADP e fosfato, ocorre a síntese de ATP. Este processo foi denominado fosforilação fotossíntética, ou fotofodforilação.
Deste modo, é através de processos de fotofosforilação que pode ser acíclica ou cíclica, que a energia luminosa do Sol é transformada em energia química, que fica armazenada nas moléculas de ATP.
Quando moléculas de clorofila e outros pigmentos fotossintetizantes recebem energia luminosa, perdem elétrons. Isto porque a luz excita os elétrons, que pulam para fora da molécula.
Ao se isolar moléculas de clorofila em solução e iluminá-las, haverá fluorescência, porque os elétrons excitados pulam para um nível energético superior e ao retornar ao níve anterior (clorofila), liberem a energia luminosa absorvida. O mesmo não ocorre quando se fornece luz a cloroplastos inteiros, pois os elétronss excitados são captados por uma substância aceptora de elétrons.
Fosforilação cíclica:
Na fotofosforilação cíclica, assim como acíclica, há formação de ATP, que é muito importante na etapa química da fotossíntese, onde será utilizada a energia dessas moléculas na síntese de compostos orgânicos. Ao contrário da fotofosforilação aclícica, não há formação de NADPH2.
Fase do escuro: etapa química da fotossíntese:
uma vez concluída esta fase de reações que dependem da luz (reações do claro), iniciam-se as chamadas reações do escuro, que ocorrem no estroma dos cloroplastos.
É nessa fase que se forma o açúcar, pela reação entre CO2 atmosférico e NADPH2 produzindos na etapa do claro, que atuam como doadores de hidrogênio. Para que essa reação ocorra há necessidade de energia, que é fornecida pelo ATP produzido na etapa fotoquimica.
Essa reação, muito complexa, é conhecida como ciclo das pentoses ou ciclo de Calvin, em homenagem ao seu descobridor.
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Quarta-feira, 15 de Outubro de 2008
DIMITRI MENDELEIEV
Resumo: Autor da Tabela Periódica dos elementos – quadro de classificação de todos os elementos químicos segundo o peso atômico de cada um deles –, Mendeleiev revolucionou o entendimento das propriedades dos átomos. Era filho caçula de uma família com 14 filhos. Apesar das dificuldades financeiras, estudou e lecionou Química em São Petesburgo (Leningrado). Começou a trabalhar na sistematização dos elementos químicos em 1860. Seu objetivo era agrupá-los segundo propriedades comuns. Há uma crença de que Mendeleiev concebeu a tabela enquanto dormia. "Eu vi em um sonho uma tabela onde todos os elementos estavam no lugar certo. Quando acordei, imediatamente coloquei tudo no papel. Foi preciso fazer apenas uma correção depois", teria dito o químico. Mendeleiev organizou os 63 elementos conhecidos até então por ordem crescente de suas massas atômicas e concluiu que havia analogia de propriedades ao fim de certos períodos - daí o quadro ter o nome de Tabela Periódica. Demonstrou que os elementos de propriedades químicas semelhantes apareciam periodicamente, dando lugar a oito grupos de elementos. A genialidade de Mendeleiev ficou comprovada justamente por sua intuição de que a periodicidade de propriedades estaria ligada à estrutura dos átomos. Para os intervalos existentes no quadro, ele previu a descoberta de outros elementos que completariam a seqüência e deduziu suas propriedades e comportamento. Mendeleiev pôde testemunhar o descobrimento de três desses elementos – gálio, escândio e germânio –, o que confirmou a lógica da Tabela. Em 1869, publicou Os Princípios da Química. A tabela original não previa os gases nobres, que ainda não haviam sido descobertos.
Completo:
Dmitri I. Mendeleev nasceu na cidade de Tobolsk na Sibéria. Era o filho caçula de uma família de 17 irmãos. Seu pai, diretor da escola de seu povoado, perdeu a visão no mesmo ano de seu nascimento. Como conseqüência perdeu seu trabalho.
Já que seu pai recebia uma pensão insuficiente sua mãe passou a dirigir uma fábrica de cristais fundada por seu avô. Na escola, desde cedo destacou-se em Ciências ( nem tanto em ortografia ). Um cunhado, exilado por motivos políticos e um químico da fábrica inspiraram sua paixão pela ciência. Depois da morte de seu pai um incêndio destruiu a fábrica de cristais. Sua mãe decidiu não reconstruir a fábrica mas sim investir suas economias na educação do filho.
Nessa época todos os seus irmãos, exceto uma irmã, já viviam independentemente. Sua mãe então mudou-se com ambos para Moscou a fim de que ele ingressasse na universidade o que não conseguiu. Talvez devido ao clima político vivido pela Rússia naquele momento a universidade só admitia moscovitas. Foram então para São Petersburgo, onde a situação era exatamente a mesma, não se admitiam estudantes de outras regiões, porém sua mãe descobriu que o diretor do Instituto Pedagógico Central ( principal escola formadora de professores da Rússia da época ) era amigo de seu finado marido, portanto, onde a burocracia frustrava o favoritismo mandava e Dmitri cosegui uma vaga. O Instituto Pedagógico Central ficava nos mesmos prédios da Universidade de São Petersburgo e tinha em seu quadro docente muitos professores da própria universidade, dentre eles o famoso físico alemão Emil Lenz. Interessou-se pela química graças ao prestigiado professor Alexander Voskresenki, que passou seus últimos anos de vida em uma enfermaria devido a um falso diagnóstico de tuberculose. Ainda assim graduou-se em 1855 como primeiro de sua classe.
Em 1859 conseguiu uma verba do governo para estudar no exterior por dois anos. Primeiro foi à Paris estudar sob Henri Regnault, um dos maiores experimentalistas europeus da época (consta que Regnault havia feito várias descobertas importantes, como o princípio da conservação de energia, mas seus estudos haviam sido destruídos e Regnault não conseguiu recuperar antes de sua morte). No ano seguinte, Mendeleev seguiu para a Alemanha estudar com Gustav Kirchoff e Robert Bubsen, inventores do espectroscópio - importante instrumento para descoberta de novos elementos daquela época - e do até hoje utilizado bico de Bunsen. O comportamento explosivo de Mendeleev tornou-se sua ruína. Com pouquíssimo tempo de convivência, brigou com Kirchoff e desistiu das aulas, porém, continuou na Alemanha onde residia em um pequeno apartamento que transformou em laboratório. Neste laboratório improvisado, trabalhando sozinho, limitou-se a estudar o dissolução do àlcool em água e fez importantes descobertas sobre estruturas atômicas, valência e propriedades dos gases. Em 1860, pouco antes de voltar à Rússia, participou do 1º Congresso Internacional de Química da Alemanha, em Karlshure, onde foi decido por influência do químico italiano Stanislao Cannizzaro que o padrão de abordagem dos elementos químicos seria o peso atômico.
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Domingo, 12 de Outubro de 2008
HISTÓRIA DE ERNEST RUTHEFORD
Ernest Rutherford nasce em Nelson, cidade portuária da ilha sul da Nova Zelândia, o quarto filho e segundo homem de uma família de sete filhos e cinco filhas. Seu pai James Rutherford, um escocês wheelwright, emigrou para a Nova Zelândia com toda a família em 1842. Sua mãe, nascida Martha Thompson, uma professora de Inglês, que, com sua mãe viúva, também se mudou em 1855.
Ernest recebeu a sua educação em escolas públicas, aos 16 anos entrou em Nelson Collegiate School. Graduou-se em 1893 em Matemática e Ciências Físicas na Universidade da Nova Zelândia. Após ter concluído os estudos ingressou no Trinity College, Cambridge, como um estudante na investigação do Laboratório de Cavendshi sob a coordenação de J. J. Thomson. Uma oportunidade surgiu quando o lugar de professor da Física em Universidade de McGill, em Montreal, ficou vago, e em 1898 ele partiu para o Canadá, para assumir o posto. Em 1898 foi nomeado professor de Física da Universidade de McGill, em Montreal, Canadá, e em 1907, na Universidade de Vitória, Manchester.
Apesar de ser um físico, recebeu o Prémio Nobel da Química em 1908 pelas suas investigações sobre a desintegração dos elementos e a química das substâncias radioativas.
De volta a Cambridge em 1919, Ernest Rutherfod percebeu que a carga positiva de um átomo está concentrada no centro, num minúsculo e denso núcleo, introduzindo o conceito de núcleo atômico. Desenvolve, então, a moderna concepção do átomo como um núcleo em torno do qual elétrons giram em órbitas elípticas. A liderança e o trabalho de Rutherford inspiraram duas gerações de cientistas. Baseado na concepção de Rutherford, o físico dinamarquês Niels Bohr idealizaria mais tarde um novo modelo atómico.
Revela o fenómeno da radioactividade em pesquisas feitas em colaboração com o Frederick Soddy. Em 1902, ambos distinguem os raios alfa e beta e desenvolvem a teoria das desintegrações radioactivas espontâneas.
Dentre seus companheiros de estudos, está o Dr. Edward Viriatus, psicólogo e químico.
Em 1919, realiza a primeira transmutação induzida, também conhecida como reação nuclear: converte um núcleo de azoto em oxigénio, por bombardeamento com partículas alfa. As suas experiências levam à descoberta dos meios de obtenção de energia nuclear. Tais fatos levaram a que Rutherford fosse considerado como o fundador da Física Nuclear.
Rutherford erigiu o Laboratório Cavendish desde 1919 até à sua morte.
Foi presidente da Royal Society de 1925 a 1930.
Ele recebeu a Order of Merit em 1925 e em 1931 foi condecorado Baron Rutherford de Nelson, Cambridge, um título que foi extinto depois da sua inesperada morte aguardando por uma cirurgia de hérnia umbilical. Após se tornar um Lord, ele só poderia ser operado por um médico também nobre (uma exigência do protocolo britânico) e essa demora custou a sua vida. Morre a 19 de Outubro de 1937,em Cambridge, sendo as suas cinzas foram enterradas na Abadia de Westminster ao lado de J. J. Thomson.
A fotossíntese é um processo que ocorre nos seres autótrofos (plantas e algas), pelo qual esses seres obtem seu alimento; fotossíntese é uma reação que pode ser descrita quimicamente por:
6CO2+6O2+energia luminosa => C6H12O6+6O2.
E pode ser descrita biologicamente em 2 fases:
Reações (fotoquimicas) da fase do claro:
a) Fotólise da água: nessa reação a água é "quebrada" em óxigênios, que se desprendem, e hidrogênio, que são capturados por uma substância aceptora: NADP (similar ao NAD da respiração) o NADP é o fosfato inorgânico.
b)Fotofosforilação: ADP+P transforma-se em presença de luz em ATP.
Reações (enzimática) da fase do escuro:
É nessa fase que o CO2 vai ser reduzido a glicose pelos hidrogênios, que o NADP captou na fase do claro. Como se trata de uma reação endotérmica (que capta luz), a energia será fornecida pelo ATP produzido na fase do claro.
Obs: Veja que para a fase do escuro ocorrer, houve necessidade de CO2, de NADPH2, e de ATP, estas duas ultimas substâncias são resultado da fase do claro. Em condições normais portanto, a fase doescuro depende integralmente da realização da fase do claro.
Introdução da fase do claro:
É a quebra da molécula quando exposta à luz, havendo o desprendimento de oxigênio pelos cloroplastos isolados. Essa reação é chamada de "reação de Hill", porque foi descoberta por Robin Hill, em 1937.O desprendimento de oxigênio só é obtido quando é adicionado na mistura um aceptor de hidrogênio, que pode ser quinona ou indofenol.
Essa fase pode ser descrita quimicamente como:
2 H2O+ 2 X=> 2 H2X+O2
Onde X representa o aceptor de hidrogênio.
No entanto, Hill não sabia qual era a substância aceptora; hoje sabe-se que é NADP (NAD+ácido fosfórico).Atualmente a reação quimica da fase do claro é:
2 H2O+2 NADP+ luz=> 2NADPH2+O2.
Fosforilação acilica:
Quando cloroplastos isolados são iluminados, fornecendo-se a eles ADP e fosfato, ocorre a síntese de ATP. Este processo foi denominado fosforilação fotossíntética, ou fotofodforilação.
Deste modo, é através de processos de fotofosforilação que pode ser acíclica ou cíclica, que a energia luminosa do Sol é transformada em energia química, que fica armazenada nas moléculas de ATP.
Quando moléculas de clorofila e outros pigmentos fotossintetizantes recebem energia luminosa, perdem elétrons. Isto porque a luz excita os elétrons, que pulam para fora da molécula.
Ao se isolar moléculas de clorofila em solução e iluminá-las, haverá fluorescência, porque os elétrons excitados pulam para um nível energético superior e ao retornar ao níve anterior (clorofila), liberem a energia luminosa absorvida. O mesmo não ocorre quando se fornece luz a cloroplastos inteiros, pois os elétronss excitados são captados por uma substância aceptora de elétrons.
Fosforilação cíclica:
Na fotofosforilação cíclica, assim como acíclica, há formação de ATP, que é muito importante na etapa química da fotossíntese, onde será utilizada a energia dessas moléculas na síntese de compostos orgânicos. Ao contrário da fotofosforilação aclícica, não há formação de NADPH2.
Fase do escuro: etapa química da fotossíntese:
uma vez concluída esta fase de reações que dependem da luz (reações do claro), iniciam-se as chamadas reações do escuro, que ocorrem no estroma dos cloroplastos.
É nessa fase que se forma o açúcar, pela reação entre CO2 atmosférico e NADPH2 produzindos na etapa do claro, que atuam como doadores de hidrogênio. Para que essa reação ocorra há necessidade de energia, que é fornecida pelo ATP produzido na etapa fotoquimica.
Essa reação, muito complexa, é conhecida como ciclo das pentoses ou ciclo de Calvin, em homenagem ao seu descobridor.
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Quarta-feira, 15 de Outubro de 2008
DIMITRI MENDELEIEV
Resumo: Autor da Tabela Periódica dos elementos – quadro de classificação de todos os elementos químicos segundo o peso atômico de cada um deles –, Mendeleiev revolucionou o entendimento das propriedades dos átomos. Era filho caçula de uma família com 14 filhos. Apesar das dificuldades financeiras, estudou e lecionou Química em São Petesburgo (Leningrado). Começou a trabalhar na sistematização dos elementos químicos em 1860. Seu objetivo era agrupá-los segundo propriedades comuns. Há uma crença de que Mendeleiev concebeu a tabela enquanto dormia. "Eu vi em um sonho uma tabela onde todos os elementos estavam no lugar certo. Quando acordei, imediatamente coloquei tudo no papel. Foi preciso fazer apenas uma correção depois", teria dito o químico. Mendeleiev organizou os 63 elementos conhecidos até então por ordem crescente de suas massas atômicas e concluiu que havia analogia de propriedades ao fim de certos períodos - daí o quadro ter o nome de Tabela Periódica. Demonstrou que os elementos de propriedades químicas semelhantes apareciam periodicamente, dando lugar a oito grupos de elementos. A genialidade de Mendeleiev ficou comprovada justamente por sua intuição de que a periodicidade de propriedades estaria ligada à estrutura dos átomos. Para os intervalos existentes no quadro, ele previu a descoberta de outros elementos que completariam a seqüência e deduziu suas propriedades e comportamento. Mendeleiev pôde testemunhar o descobrimento de três desses elementos – gálio, escândio e germânio –, o que confirmou a lógica da Tabela. Em 1869, publicou Os Princípios da Química. A tabela original não previa os gases nobres, que ainda não haviam sido descobertos.
Completo:
Dmitri I. Mendeleev nasceu na cidade de Tobolsk na Sibéria. Era o filho caçula de uma família de 17 irmãos. Seu pai, diretor da escola de seu povoado, perdeu a visão no mesmo ano de seu nascimento. Como conseqüência perdeu seu trabalho.
Já que seu pai recebia uma pensão insuficiente sua mãe passou a dirigir uma fábrica de cristais fundada por seu avô. Na escola, desde cedo destacou-se em Ciências ( nem tanto em ortografia ). Um cunhado, exilado por motivos políticos e um químico da fábrica inspiraram sua paixão pela ciência. Depois da morte de seu pai um incêndio destruiu a fábrica de cristais. Sua mãe decidiu não reconstruir a fábrica mas sim investir suas economias na educação do filho.
Nessa época todos os seus irmãos, exceto uma irmã, já viviam independentemente. Sua mãe então mudou-se com ambos para Moscou a fim de que ele ingressasse na universidade o que não conseguiu. Talvez devido ao clima político vivido pela Rússia naquele momento a universidade só admitia moscovitas. Foram então para São Petersburgo, onde a situação era exatamente a mesma, não se admitiam estudantes de outras regiões, porém sua mãe descobriu que o diretor do Instituto Pedagógico Central ( principal escola formadora de professores da Rússia da época ) era amigo de seu finado marido, portanto, onde a burocracia frustrava o favoritismo mandava e Dmitri cosegui uma vaga. O Instituto Pedagógico Central ficava nos mesmos prédios da Universidade de São Petersburgo e tinha em seu quadro docente muitos professores da própria universidade, dentre eles o famoso físico alemão Emil Lenz. Interessou-se pela química graças ao prestigiado professor Alexander Voskresenki, que passou seus últimos anos de vida em uma enfermaria devido a um falso diagnóstico de tuberculose. Ainda assim graduou-se em 1855 como primeiro de sua classe.
Em 1859 conseguiu uma verba do governo para estudar no exterior por dois anos. Primeiro foi à Paris estudar sob Henri Regnault, um dos maiores experimentalistas europeus da época (consta que Regnault havia feito várias descobertas importantes, como o princípio da conservação de energia, mas seus estudos haviam sido destruídos e Regnault não conseguiu recuperar antes de sua morte). No ano seguinte, Mendeleev seguiu para a Alemanha estudar com Gustav Kirchoff e Robert Bubsen, inventores do espectroscópio - importante instrumento para descoberta de novos elementos daquela época - e do até hoje utilizado bico de Bunsen. O comportamento explosivo de Mendeleev tornou-se sua ruína. Com pouquíssimo tempo de convivência, brigou com Kirchoff e desistiu das aulas, porém, continuou na Alemanha onde residia em um pequeno apartamento que transformou em laboratório. Neste laboratório improvisado, trabalhando sozinho, limitou-se a estudar o dissolução do àlcool em água e fez importantes descobertas sobre estruturas atômicas, valência e propriedades dos gases. Em 1860, pouco antes de voltar à Rússia, participou do 1º Congresso Internacional de Química da Alemanha, em Karlshure, onde foi decido por influência do químico italiano Stanislao Cannizzaro que o padrão de abordagem dos elementos químicos seria o peso atômico.
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Domingo, 12 de Outubro de 2008
HISTÓRIA DE ERNEST RUTHEFORD
Ernest Rutherford nasce em Nelson, cidade portuária da ilha sul da Nova Zelândia, o quarto filho e segundo homem de uma família de sete filhos e cinco filhas. Seu pai James Rutherford, um escocês wheelwright, emigrou para a Nova Zelândia com toda a família em 1842. Sua mãe, nascida Martha Thompson, uma professora de Inglês, que, com sua mãe viúva, também se mudou em 1855.
Ernest recebeu a sua educação em escolas públicas, aos 16 anos entrou em Nelson Collegiate School. Graduou-se em 1893 em Matemática e Ciências Físicas na Universidade da Nova Zelândia. Após ter concluído os estudos ingressou no Trinity College, Cambridge, como um estudante na investigação do Laboratório de Cavendshi sob a coordenação de J. J. Thomson. Uma oportunidade surgiu quando o lugar de professor da Física em Universidade de McGill, em Montreal, ficou vago, e em 1898 ele partiu para o Canadá, para assumir o posto. Em 1898 foi nomeado professor de Física da Universidade de McGill, em Montreal, Canadá, e em 1907, na Universidade de Vitória, Manchester.
Apesar de ser um físico, recebeu o Prémio Nobel da Química em 1908 pelas suas investigações sobre a desintegração dos elementos e a química das substâncias radioativas.
De volta a Cambridge em 1919, Ernest Rutherfod percebeu que a carga positiva de um átomo está concentrada no centro, num minúsculo e denso núcleo, introduzindo o conceito de núcleo atômico. Desenvolve, então, a moderna concepção do átomo como um núcleo em torno do qual elétrons giram em órbitas elípticas. A liderança e o trabalho de Rutherford inspiraram duas gerações de cientistas. Baseado na concepção de Rutherford, o físico dinamarquês Niels Bohr idealizaria mais tarde um novo modelo atómico.
Revela o fenómeno da radioactividade em pesquisas feitas em colaboração com o Frederick Soddy. Em 1902, ambos distinguem os raios alfa e beta e desenvolvem a teoria das desintegrações radioactivas espontâneas.
Dentre seus companheiros de estudos, está o Dr. Edward Viriatus, psicólogo e químico.
Em 1919, realiza a primeira transmutação induzida, também conhecida como reação nuclear: converte um núcleo de azoto em oxigénio, por bombardeamento com partículas alfa. As suas experiências levam à descoberta dos meios de obtenção de energia nuclear. Tais fatos levaram a que Rutherford fosse considerado como o fundador da Física Nuclear.
Rutherford erigiu o Laboratório Cavendish desde 1919 até à sua morte.
Foi presidente da Royal Society de 1925 a 1930.
Ele recebeu a Order of Merit em 1925 e em 1931 foi condecorado Baron Rutherford de Nelson, Cambridge, um título que foi extinto depois da sua inesperada morte aguardando por uma cirurgia de hérnia umbilical. Após se tornar um Lord, ele só poderia ser operado por um médico também nobre (uma exigência do protocolo britânico) e essa demora custou a sua vida. Morre a 19 de Outubro de 1937,em Cambridge, sendo as suas cinzas foram enterradas na Abadia de Westminster ao lado de J. J. Thomson.
Calor
Quando dois corpos, em temperaturas diferentes, são postos em contato, observa-se que a temperatura do corpo mais quente diminui, enquanto que a temperatura do corpo mais frio aumenta. Essas variações de temperatura cessam quando as temperaturas de ambos se igualam (equilíbrio térmico).
Portanto, durante esse processo, o nível energético (grau de agitação molecular) do corpo mais quente diminui, enquanto que o do corpo mais frio aumenta. Como a energia térmica de um corpo depende, além da sua massa e da substância que a constitui, da sua temperatura, conclui-se que as variações de temperatura estão associadas às variações de energia térmica.
Concluindo, a diferença de temperatura entre dois corpos provoca uma transferência espontânea de energia térmica do corpo de maior temperatura para o corpo de menor temperatura. Essa quantidade de energia térmica que se transferiu é chamada de calor.
Dilatação linear
DL = o quanto o corpo aumentou seu comprimento
Lo = comprimento inicial do corpo
a = coeficiente de dilatação linear (depende do material)
DT = variação da temperatura ( Tf - Ti )
Vale destacar que o coeficiente de dilatação linear ( a ) é um número tabelado e depende de cada material. Com ele podemos comparar qual substância dilata ou contrai mais do que outra. Quanto maior for o coeficiente de dilatação linear da substância mais facilidade ela terá para aumentar seu tamanho, quando esquentada, ou diminuir seu tamanho, quando esfriada.
Outra coisa interessante de notar é que, se soubermos o valor do coeficiente de dilatação linear ( a ) de uma determinada substância, poderemos também saber o valor do coeficiente de dilatação superficial ( b ) e o coeficiente de dilatação volumétrica ( g ) da mesma. Eles se relacionam da seguinte maneira:
b = 2a e g = 3a
Dilatação superficial
DA = o quanto o corpo aumentou sua área
Ao = área inicial do corpo
b = coeficiente de dilatação superficial (depende do material)
DT = variação da temperatura ( Tf - Ti )
Dilatação volumétrica
DV = o quanto o corpo aumentou seu volume
Vo = volume inicial do corpo
g = coeficiente de dilatação volumétrica (depende do material)
DT = variação da temperatura ( Tf - Ti )
Obs:
DL , DA ou DV positivos significa que a substância aumentou suas dimensões.
DL , DA ou DV negativos significa que a substância diminuiu suas dimensões.
Tabelas com os coeficientes de dilatação linear ( a ) e volumétrica ( g ) de algumas substâncias
substância
Coeficiente de dilatação linear (a) em ºC-1
aço
1,1 x 10-5
alumínio
2,4 x 10-5
chumbo
2,9 x 10-5
cobre
1,7 x 10-5
ferro
1,2 x 10-5
latão
2,0 x 10-5
ouro
1,4 x 10-5
prata
1,9 x 10-5
vidro comum
0,9 x 10-5
vidro pirex
0,3 x 10-5
zinco
6,4 x 10-5
substância
Coeficiente de dilatação volumétrica (g) em ºC-1
álcool
100 x 10-5
gases
3,66 x 10-3
gasolina
11 x 10-4
mercúrio
18,2 x 10-5
Quando dois corpos, em temperaturas diferentes, são postos em contato, observa-se que a temperatura do corpo mais quente diminui, enquanto que a temperatura do corpo mais frio aumenta. Essas variações de temperatura cessam quando as temperaturas de ambos se igualam (equilíbrio térmico).
Portanto, durante esse processo, o nível energético (grau de agitação molecular) do corpo mais quente diminui, enquanto que o do corpo mais frio aumenta. Como a energia térmica de um corpo depende, além da sua massa e da substância que a constitui, da sua temperatura, conclui-se que as variações de temperatura estão associadas às variações de energia térmica.
Concluindo, a diferença de temperatura entre dois corpos provoca uma transferência espontânea de energia térmica do corpo de maior temperatura para o corpo de menor temperatura. Essa quantidade de energia térmica que se transferiu é chamada de calor.
Dilatação linear
DL = o quanto o corpo aumentou seu comprimento
Lo = comprimento inicial do corpo
a = coeficiente de dilatação linear (depende do material)
DT = variação da temperatura ( Tf - Ti )
Vale destacar que o coeficiente de dilatação linear ( a ) é um número tabelado e depende de cada material. Com ele podemos comparar qual substância dilata ou contrai mais do que outra. Quanto maior for o coeficiente de dilatação linear da substância mais facilidade ela terá para aumentar seu tamanho, quando esquentada, ou diminuir seu tamanho, quando esfriada.
Outra coisa interessante de notar é que, se soubermos o valor do coeficiente de dilatação linear ( a ) de uma determinada substância, poderemos também saber o valor do coeficiente de dilatação superficial ( b ) e o coeficiente de dilatação volumétrica ( g ) da mesma. Eles se relacionam da seguinte maneira:
b = 2a e g = 3a
Dilatação superficial
DA = o quanto o corpo aumentou sua área
Ao = área inicial do corpo
b = coeficiente de dilatação superficial (depende do material)
DT = variação da temperatura ( Tf - Ti )
Dilatação volumétrica
DV = o quanto o corpo aumentou seu volume
Vo = volume inicial do corpo
g = coeficiente de dilatação volumétrica (depende do material)
DT = variação da temperatura ( Tf - Ti )
Obs:
DL , DA ou DV positivos significa que a substância aumentou suas dimensões.
DL , DA ou DV negativos significa que a substância diminuiu suas dimensões.
Tabelas com os coeficientes de dilatação linear ( a ) e volumétrica ( g ) de algumas substâncias
substância
Coeficiente de dilatação linear (a) em ºC-1
aço
1,1 x 10-5
alumínio
2,4 x 10-5
chumbo
2,9 x 10-5
cobre
1,7 x 10-5
ferro
1,2 x 10-5
latão
2,0 x 10-5
ouro
1,4 x 10-5
prata
1,9 x 10-5
vidro comum
0,9 x 10-5
vidro pirex
0,3 x 10-5
zinco
6,4 x 10-5
substância
Coeficiente de dilatação volumétrica (g) em ºC-1
álcool
100 x 10-5
gases
3,66 x 10-3
gasolina
11 x 10-4
mercúrio
18,2 x 10-5
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