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sábado, 22 de agosto de 2009

Cresce descoberta de espécies em plena era de extinções em massa

Desde que a última compilação de mamíferos do mundo foi publicada, em 2005, com cerca de 5.400 espécies, 400 ou mais foram adicionadas à lista. "A maioria das pessoas não percebe isso", explica Kristofer Helgen, curador da seção de mamíferos do Museu Nacional de História Natural do Instituto Smithsonian, "mas estamos exatamente no meio da era de descoberta de mamíferos".

Como ele e outros biólogos bem sabem, estamos também no meio de uma grande destruição de espécies. Estimativas de extinção anual variam muito, mas a maioria dos pesquisadores concorda que, como resultado da destruição de hábitat, instabilidade climática, vazamento de pesticidas, lixo nos oceanos, espécies invasoras e outros efeitos "antropogênicos" no ambiente, a taxa de extinções está muitas vezes superior à peneira da natureza.

"Nossa melhor projeção é que essa taxa seja centenas de vezes superior", diz John Robinson, vice-presidente executivo da Sociedade de Conservação da Vida Selvagem. "O problema é que só descrevemos cerca de 15% de todas as espécies da Terra, então a maioria do que está sendo extinto é formada por animais que ainda nem conhecemos".

O número de novas espécies que os pesquisadores vêm revelando cresce dia a dia; mas o lado desconhecido também cresce: as criaturas que vêm desaparecendo rapidamente. A essa segunda estatística é preciso adicionar a "não mais conhecidas", as espécies com nomes que conseguimos aniquilar, direta ou indiretamente, como o golfinho do Rio Yangtze, declarado funcionalmente extinto há dois anos, ou o pardal escuro americano, que cantou pela última vez em 1987.

Por mais contrários que possam parecer, os dois dados estão, sob muitos aspectos, entrelaçados. Um dos motivos pelos quais os cientistas estão descobrindo mais novas espécies hoje do que algumas décadas atrás é que locais antes impenetráveis foram abertos a diversos graus de desenvolvimento, permitindo que pesquisadores entrem e coletem amostras dessa abundância – antes que ela desapareça.

Porém, mesmo nossos mascotes mais queridos – os pandas e as baleias, por exemplo – permanecem um mistério. "Nós achamos que conhecemos muito bem os mamíferos", diz Miller, "mas possuímos o tipo mais básico de informações sobre apenas 6% deles".

segunda-feira, 17 de agosto de 2009

Geneticista britânico afirma que evolução humana está perto do fim

A evolução humana está próxima de seu fim por causa do decrescente número de mutações no DNA dos progenitores, o que está transformando a espécie em uma "massa uniforme", declarou o geneticista Steve Jones, do University College de Londres. O jornal britânico "The Times" publica nesta terça (7) as conclusões desse pesquisador, que destaca principalmente o dano que a falta de pais de idade avançada está causando para a evolução humana.
Jones afirma que as mutações no esperma são mais suscetíveis na medida em que a idade do homem aumenta, especialmente a partir dos 35 anos. Embora contaminações química e radioativa possam alterar o material genético, um dos fatores mais importantes para que as mutações aconteçam é a idade avançada dos homens, já que a divisão celular aumenta com o passar dos anos. "Cada vez que há uma divisão celular, há uma oportunidade de erro, de mutação", diz o especialista.
Em um pai de 29 anos - a média de idade com a qual os homens têm filhos nos países ocidentais - acontecem cerca de 300 divisões celulares entre o esperma que lhe deu a vida e o que fornecerá para sua descendência. No caso de um pai de 50 anos, no entanto, as divisões superam mil. No Ocidente, os pais começam a procriar tarde e param muito cedo.
Por outro lado, segundo o jornal "The Daily Telegraph", metade dos pais em Camarões têm mais de 50 anos, enquanto este índice é de 20% no Paquistão e de 5% na França. "De forma imprevista, diminuímos o ritmo de mutações (no Ocidente) por mudanças nos padrões reprodutivos", afirmou Jones. O geneticista explica ainda que a mudança social humana afeta seu futuro genético, sobretudo pelos padrões de casamento e métodos contraceptivos.

Seleção natural some
Entretanto, não é apenas a idade que possui impacto negativo na evolução da espécie, mas também a seleção natural e a mudança genética aleatória. Com a diminuição da taxa de mortalidade nos indivíduos jovens - nos países ocidentais, 98% das pessoas sobrevivem até os 20 anos -, a seleção natural se debilitou. Além disso, as mudanças aleatórias também diminuíram, o que faz com que humanos sejam 10 mil vezes mais parecidos entre si do que deveriam ser normalmente com as regras do reino animal.
A agricultura permitiu a superpopulação do planeta - sem ela, não haveria nem meio milhão de pessoas no planeta -, o que faz com que não haja populações isoladas e todas estejam conectadas. O isolamento permite que as mudanças aconteçam através das gerações, devido à pouca influência do mundo exterior, mas a mistura conduz à uniformidade.

segunda-feira, 20 de julho de 2009

Novas descobertas ajudarão no combate à malária

Cientistas dos Estado Unidos conseguem agora compreender melhor o funcionamento interno do mortal parasita da malária, o que talvez permita o desenvolvimento de remédios mais eficientes no combate à doença, disse um estudo publicado na quarta-feira. A malária, provocada por um parasita transmitido na picada de um pernilongo, atinge as regiões tropical e subtropical do mundo, matando ao menos 1 milhão de pessoas todos os anos.
Uma equipe da Faculdade de Medicina da Universidade Drexel, na Filadélfia, analisou a mitocôndria (uma estrutura do interior das células) do Plasmodium falciparum, o mais mortal dos quatro tipos de parasita que provocam a malária em seres humanos. A mitocôndria costuma funcionar como a casa de força das células, produzindo energia a partir do oxigênio obtido na respiração.
Os pesquisadores, liderados por Akhil Vaidya, disseram que a mitocôndria desse parasita não gerava energia, mas ainda assim consumia oxigênio. Os cientistas, no artigo publicado na revista Nature, contam que a mitocôndria do parasita, ao contrário de produzir energia, fornece DNA a fim de permitir que o Plasmodium falciparum se multiplique.
"Remédios de combate à malária mais baratos precisam ser descobertos constantemente a fim de conseguirmos enfrentar os parasitas mais resistentes que surgem", escreveu Vaidya, professor de microbiologia e imunologia. A descoberta dos cientistas também explica como o Malarone, um remédio de combate à malária desenvolvido pela GlaxoSmithKline Plc, funciona, disseram.

quinta-feira, 4 de junho de 2009

Os estudos sobre a água têm gerado algumas das mais insólitas descobertas científicas dos últimos anos. Químicos e físicos estão esbarrando em fenômenos estranhos, como sementes que crescem mais alto e em ritmo mais rápido, desde que regadas com uma água tratada por um campo magnético. Ou a constatação de que pequenas mudanças na estrutura do líquido podem fazê-lo absorver mais ou menos radiação. Há até histórias de pequenos problemas de saúde curados só pela ação da água. Relatos assim são suficientes para que algumas pessoas busquem nos novos estudos indícios para confirmar idéias defendidas pela homeopatia há centenas de anos. Mas essa visão é polêmica e se restringe a alguns pesquisadores.
O essencial é que essas novidades estranhas podem ser a porta de entrada para avanços importantes. Durante uma visita ao Brasil no início deste ano, o inglês Peter Atkins, autoridade mundial em físico-química e professor da Universidade Oxford, foi interrogado por estudantes sobre quais campos de pesquisa mais promissores para a novas descobertas. "Nanotecnologia e estudos sobre a água", respondeu. Bem, talvez a nanotecnologia ainda esteja engatinhando em nosso país, mas felizmente já há brasileiros tentando desvendar os mistérios da molécula de H2O.